terça-feira, 23 de setembro de 2008

Identidade

Araciara Macedo

Sou como uma lagarta. Vez em quando me fecho em casulo. Paro para pensar na vida. Paro para refazer o que se perdeu. Hiberno. Revivo meus passos, revejo erros e acertos.

Assim como a lagarta precisa de tempo, eu também preciso para a minha transformação. Uma transformação as vezes dolorida, as vezes prazerosa. Depois volto, abro as asas e alço vôo. Retomo projetos, refaço metas. Revivo, me transformo.

É assim que você deve me ver, sempre! Como uma mutante. Não tente saber para onde vou, apenas siga comigo, ao meu lado. Não faça perguntas, não tente entender o que não posso explicar.

A vida, meu pequeno anjo, é feita assim, cheia de armadilhas, de riscos, as vezes acertamos, as vezes erramos, mas para saber o certo e o errado temos que experimentar, provar, degustar, só assim descobrimos o amargo e o doce. Só assim saberemos o bom e o ruim, o prazer e a dor.

Separar esses dois sentimentos que estão ligados será a nossa meta. Vamos dar as mãos e caminhar, nossa trilha será escolhida pelas decisões que tomarmos durante o percurso. Nosso destino só será revelado no momento da nossa chegada.

Não temos o direito de saber o sentimento que nos liga, mas isso tampouco importa. O importante é o caminho que trilharemos juntos e recobrir esse caminho com pétalas de rosas será a nossa responsabilidade.

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