quarta-feira, 3 de junho de 2009

Adeus...


Então ele se foi e nos seus passos de despedidas flores brotaram no chão e das flores saltaram pétalas e das pétalas um perfume que misturava madeira fresca e terra molhada, que se expandiu no ar como asas de borboletas em seu vôo cego ao redor da luz.
Adeus, ele disse, mas foi um adeus com sonoridade de ola.
Adeus, ela disse, mas foi um adeus com gosto de pode ficar.
Na saída seus olhares se cruzaram e ele mergulhou fundo no infinito do olhar dela, dos lábios uma única frase, Você é o meu amor, então se foi.
Sentada na sala da casa laranja ela pensou – Eu sei que sou o teu amor, mas antes de afirmar você tem que acreditar, até um dia, quem pode saber?
Então abriu as comportas das lágrimas e deixou que o pranto lavasse a saudade e a dor da espera...

Um comentário:

Márcia Corrêa disse...

O que foi isso? Uma miração? Um transe mediúnico? Continue a mergulhar asssim nas nossas almas e nos revele quando a coragem nos faltar. Bjs!