quinta-feira, 12 de abril de 2012



Meus versos, todos eles, são pra ti, teço-os como quem tece uma linda renda cheia de entremeios, babados e redondilhas, formando uma bela colcha que cobrirá teu corpo perfeito antes de dormires.
Quando o tempo passar e branquear teus lindos cachos hás de um dia retornar a eles e novamente revive-los, relembrar como cada ponto e virgula foi tecido e se por acaso a agonia te bater no peito, te peço, deixa que a saudade te traga de volta o amor que foi nosso, deixa voltar também a lembrança de quem os fez.
E se nesse tempo eu já tiver partido, se por acaso estiver dormindo o sono eterno, vá ao lugar onde descanso, faz-me uma prece e no dia seguinte volta para colheres as rosas que do meu corpo brotarão para enfeitar teus dias trazendo com elas o aroma de rosas desabrochadas que exala da minha alma te fazendo relembrar dos versos que serão teus eternamente. 

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