quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Cepon aqui vou eu
Araciara Macedo
Cel: (96) 91020923

Minha amiga Luciana, médica ginecologista, brincou comigo tentando me fazer sorrir do medo que ando sentindo de um certo probleminha de saúde que estou enfrentando, “pensa bem, se por acaso você morrer vai ter a sorte de encontrar o Kayke e matar as saudades que estão te sufocando”.
A brincadeira é terrível, mas fez com que nos duas passássemos ma tarde inteira falando sobre vida após a morte, ela defendendo o seu lado cientista e eu o espiritual. Luciana tem certeza que a morte acaba com o ciclo da vida, ao contrario de mim que tenho plena convicção que a morte é apenas uma passagem de um plano para outro.
Não acredito que Deus, nosso Pai Maior, é um Deus malvado a ponto de deixar que seus filhos, tão amados por Ele, passem pela vida uma única vez, sem a chance de tentar recuperar os erros que cometem. Não, eu acredito em um Deus justo que nos dá a chance da redenção, a chance de tentarmos novamente.
Quando o Kayke partiu de maneira tão precoce eu enfrentei Deus, queria que ele me encarasse e explicasse o porquê de uma partida tão violenta e, claro, não obtive resposta, ou pelo menos não deixei que Deus entrasse em meu coração para que a resposta chegasse até a minha mente, todos tentavam explicar, mas na realidade q única explicação que aceitei foi a que a morte é uma passagem e que um dia nos reencontraremos.
Deus não é cruel, Ele é justo, te disciplina e repreende como qualquer um de nós quando repreende os filhos. Deus repreende por amor, então veja, se é por amor que repreende ele não deixaria que um filho seu simplesmente morresse sem poder se explicar, nem que essa explicação seja em outro plano.
Para a minha querida Luciana essa explicação é incompreensível, pois aprendeu nos bancos da universidade que a morte do corpo físico é o fim.
Eu vou continuar contestando porque tenho provas vivas e cabais que a morte é uma continuação e que você pode sim voltar em uma outra reencarnação para resgatar o que deixou de fazer neste plano.
A brincadeira entre nós duas me fez relaxar e rir muito, mas principalmente, fez com que eu me preparasse melhor para a batalha que inicio na segunda-feira, sei que não será fácil, sei que sofrerei a dor física, mas mesmo que as circunstancias me obriguem a viajar sem acompanhamento, eu tenho certeza que o meu Marco estará lá ao meu lado segurando a minha mão e me passando todas as energias necessárias para o meu restabelecimento.
Não deixarei que os meus belos olhos verdes derramem uma lagrima porque ele não gostava de vê-los com expressões tristes.
Bom gente é isso, neste momento em que você que me acompanha lê a minha coluna, eu estarei sentadinha em um avião partindo para um centro de tratamento intensivo. A viagem será longa e, possivelmente vocês irão acompanhar o que está acontecendo porque eu escrevo exatamente aquilo que sinto. Escrever é uma forma que encontrei de colocar pra fora o que me vai na alma.
Minha coluna será atualizada semanalmente e eu contarei pra vocês como estou por lá. Mas quero algo em troca, não vou deixar simplesmente que tenham pena de mim, não, isso não, eu quero e necessito da força de cada um que me ama, façam orações por mim, peçam ao Papai do Céu, peçam não convençam, que ainda não está na hora da minha partida. Mas se por acaso ele achar que sim, que está na hora de pegar o avião para o outro lado do muro, quero que deixem recadinhos no meu face, no meu e-mail, mandem mensagens para o meu celular, porque quando chegar do outro lado vou encontrar muita gente bacana e quero ter novidades para contar porque terei a eternidade inteira pra esperar os que amo.
Torçam por mim, estarei lá com a cabeça e o coração aqui, cuidarei do meu corpo, mas principalmente, da minha alma que anda alquebrada nos últimos tempos. Beijos.
Até semana que vem!!!!

Um comentário:

Eumepermito disse...

Muito bonito o seu post. GOstei de sentir o que sentir quando o li.
Venho orar pela senhora, pela sua saúde. Continue com DEUS.
Beijos.
Loren